29/03/2026 - Entenda a importância dos exames para prevenção do câncer colorretal
| Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo
Cerca de 80% das vezes o tumor decorre de hábitos não saudáveis, como falta de atividade física e dieta rica em gordura animal

Se detectadas no início, as lesões cancerígenas podem ser retiradas pela própria colonoscopia
Depois das campanhas Março Lilás, para a prevenção do câncer de colo uterino, Março Amarelo, sobre a conscientização da endometriose, chegou a vez do Março Azul Marinho, focado no câncer colorretal, o segundo tumor mais comum em homens e mulheres no Brasil, mais frequente em pessoas acima dos 50 anos de idade.
Mundialmente, o câncer do intestino corresponde a aproximadamente 10% de todas as mortes por câncer. Esse tipo de tumor, em cerca de 80% das vezes, decorre de hábitos não saudáveis, como falta de atividade física, uma dieta rica em gordura animal, baixo consumo das fibras existentes em cereais e em frutas, consumo de álcool, que deve ser limitado, tabagismo e obesidade, segundo o professor Ulysses Ribeiro Jr., da Faculdade de Medicina da USP e coordenador médico da Oncologia Cirúrgica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).
A obesidade, segundo ele, leva a uma inflamação crônica do organismo, contribuindo para a formação de pólipos (verrugas que crescem na parede intestinal) e a alterações genéticas nessas lesões, transformando-as num tumor.
Ele cita um dado preocupante: por falta de detecção precoce desse tipo de câncer, 70% dos casos que chegam ao Icesp estão em estágios mais avançados da doença, dificultando seu tratamento. A partir do momento em que esse tumor cresce no intestino, vai apresentar sintomas como sangramento nas fezes, dores abdominais, alterações de hábito intestinal, um sinal de alerta importante. “Indivíduos que tenham um intestino meio constipado de repente começam a ter diarreia, ou indivíduos que têm intestino mais solto e começam a ficar constipados.” Já para os tumores que acometem as regiões intestinais mais baixas, como o reto ou a região anal, os sintomas apresentam-se como afilamento das fezes ou “aquela vontade imperiosa de evacuar e quando você chega lá parece que não saiu tudo”.
O especialista chama atenção também para o sangramento, que muitas vezes pode ser confundido, por exemplo, com uma hemorroida, mas não é incomum ter um tumor juntamente com a hemorroida. “O indivíduo pensa que é hemorroida, mas o sangue vem lá de cima, então a gente tem que tomar cuidado com isso.” Por outro lado, não há evidências científicas que atestem o aumento da incidência de câncer em pessoas que sofrem, por exemplo, de diverticulite (inflamação no intestino grosso), cujos sintomas podem se confundir com os do câncer.
Veja mais
