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14/04/2026 - Dia Mundial da Doença de Chagas: entenda a importância da prevenção

 


 

| Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo
 

Especialistas do Iamspe alertam para diagnóstico tardio e reforçam a importância do acompanhamento médico

   

 

Inseto popularmente conhecido como barbeiro
 

A doença de Chagas representa um risco silencioso à saúde e pode levar à morte. Conhecida há mais de um século, o problema é um desafio importante de saúde no Brasil. Por isso, este 14 de abril marca o Dia Mundial da Doença de Chagas. A data tem como objetivo ampliar a conscientização sobre o problema. O quadro pode permanecer assintomático por anos. O diagnóstico é realizado por meio de exames de sangue e o tratamento pode ser realizado com medicamentos, cirurgia e implante de desfibrilador e marca-passo no coração.

 

Como ocorre a transmissão
 

A doença é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi e pode ser transmitida de diferentes formas. A principal delas é a vetorial, por meio do inseto popularmente conhecido como barbeiro. Também há risco de contaminação pelo consumo de alimentos contaminados, como caldo de cana e açaí, além de transfusão de sangue, transplante de órgãos e transmissão de mãe para filho durante a gestação.

 

Doença tem fase silenciosa
 

A enfermidade costuma se manifestar em duas etapas. Na fase aguda, logo após a infecção, podem surgir sintomas como febre, cansaço e inchaço no local da picada ou na região dos olhos. Já a fase crônica pode aparecer anos depois e representa o maior risco. Nesse período, muitos pacientes permanecem sem sintomas aparentes, enquanto o parasita continua causando danos progressivos ao organismo.

 

Complicações graves no coração e no sistema digestivo
 

Quando se torna sintomática, a Doença de Chagas pode provocar alterações severas no coração e no sistema digestivo. Entre os principais problemas estão arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca e aumento do tamanho do coração. Também podem ocorrer dilatação do esôfago e do intestino, dificultando a respiração, a evacuação e a deglutição.

 

O diagnóstico é feito por exames de sangue
 

Segundo a cardiologista Daniela Nogueira Noronha Baffi, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), que atua no Centro de Atendimento Médico-Ambulatorial (Ceama) de São José do Rio Preto, o tratamento varia conforme o estágio da doença.
 

“Nos casos cardíacos, pode ser necessário o uso de medicamentos específicos, implante de marca-passo ou desfibrilador. Também podem ser indicadas cirurgias no esôfago ou no intestino, dependendo do órgão acometido”, afirma a especialista.

 

Casos são mais comuns no interior
 

A doença é mais frequente em áreas rurais e suburbanas, onde há maior presença do inseto transmissor. O barbeiro costuma se esconder em frestas de paredes, telhados, galinheiros e plantações, como cana-de-açúcar e açaí.

 

Como prevenir
 

Entre as principais medidas de prevenção estão:
 

  • melhoria das condições de moradia;
     
  • uso de inseticidas quando indicado;
     
  • instalação de telas de proteção;
     
  • limpeza frequente dos ambientes;
     
  • atenção à procedência dos alimentos consumidos.
     

Especialistas reforçam que o acompanhamento médico e a identificação precoce são essenciais para evitar complicações graves.

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