Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS-SP

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Informações sobre PrEP

PrEP é a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV.

 

Significa tomar medicamento anti-HIV de forma programada para evitar uma infecção pelo HIV caso ocorra uma exposição. É um novo método de prevenção ao HIV que está sendo disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesse texto, você poderá tirar suas dúvidas para refletir se a PrEP é para você.
No final desta página, há uma lista dos locais onde encontrar a PrEP na rede pública de saúde do estado de São Paulo.

 

O que é PrEP?

 

PrEP é a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV. 

A PrEP consiste no uso de medicamento anti-HIV de forma programada para evitar uma infecção pelo HIV. A PrEP, da forma que está aprovada no Brasil, consiste no uso diário e contínuo do medicamento. Caso haja uma exposição (situação de risco), o medicamento não permite que o HIV se instale no organismo.

Atualmente, só há um produto aprovado para PrEP, que é um medicamento 2 em 1 (tenofovir e entricitabina). A palavra “profilaxia” significa prevenção. A sigla PrEP vem do inglês (Pre-Exposure Prophylaxis).

Não se deve confundir a PrEP com a PEP (profilaxia pós-exposição). A PEP é o uso de medicamento anti-HIV em caráter de urgência, APÓS uma situação de risco, por somente 28 dias, e já está disponível no Brasil há anos. Já a PrEP é o uso programado, ou seja, a pessoa começa a tomar ANTES da próxima exposição e toma por um tempo indefinido que depende de vários fatores (veja abaixo). Os medicamentos usados na PrEP e na PEP são diferentes.

 

Tem PrEP no Brasil?

 

A PrEP é usada nos Estados Unidos há 6 anos e recentemente foi adotada por outros países (seria bom citar alguns exemplos). A PrEP começou a ser oferecida no Sistema Único de Saúde no final de 2017, de forma gradual.

Atualmente, já há pessoas utilizando a PrEP no Brasil em pesquisas cujo objetivo foi preparar o SUS para oferecer o método (PrEP Brasil, Projeto Combina, etc.). Também há pessoas que já utilizam a PrEP por meio de serviços privados de saúde. 

 

Como funciona?

 

A medicação 2 em 1 usada para PrEP (tenofovir e entricitabina) foi originalmente usada para o tratamento de pessoas com HIV, e ainda é usada para isso. Com o tempo, diversos estudos mostraram que essa medicação poderia proteger pessoas que não tinham o HIV, evitando que elas se infectassem. Essa proteção já havia sido observada quando os medicamentos anti-HIV eram usados em gestantes infectadas para evitar a transmissão do vírus para o bebê.

Assim, os medicamentos de PrEP funcionam bloqueando alguns ”caminhos“ que o HIV usa para infectar o organismo. Se você tomar PrEP diariamente, a medicação pode impedir que o HIV se estabeleça e se espalhe em seu corpo. Se você não tomar os comprimidos todos os dias, pode não haver quantidade suficiente do medicamento no seu sangue para bloquear o vírus.

  

Por que usar?

 

Para cada pessoa há uma maneira de viver a sexualidade, de transar e uma estratégia segura para prevenir HIV.

Algumas pessoas preferem utilizar o preservativo durante as relações sexuais, outras evitam a penetração no ânus ou na vagina. Há aqueles que fazem o teste anti-HIV a cada seis meses e combinam com seus parceiros estáveis como se prevenir com outras pessoas.

Entre os diversos métodos disponíveis, a PrEP é o mais recente. Pode ser muito útil para quem tem alguma dificuldade com o preservativo.

Há diversos motivos pelos quais uma pessoa não usa preservativo em 100% das suas relações sexuais. Ela pode ter dificuldade em ter prazer ou mesmo uma ereção. Ela pode ainda perder o controle da situação quando está sob efeito de álcool ou outras drogas. Às vezes, a pessoa não consegue exigir o preservativo do parceiro, seja por estar vivendo um período de baixa autoestima ou com questões de saúde mental, seja por estar numa relação em que ela tem menos poder de diálogo ou negociação com  o parceiro.

Independentemente do motivo, a PrEP é uma opção para essas pessoas. Com a PrEP, a prevenção ao HIV não dependerá mais da colaboração do parceiro e, diferentemente do preservativo, não precisará ser colocada em prática na hora do sexo – momento em que decisões podem ser mais difíceis.

Para pessoas que conseguem usar o preservativo na maior parte das relações sexuais, a PrEP acaba funcionando bem em “cobrir” as situações de falha no uso do preservativo. Ou seja, o uso combinado dos dois métodos – simultâneos ou não – ao longo da vida sexual da pessoa acaba garantindo uma proteção ótima contra o HIV.

A PrEP não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e gravidez, mas já pode significar um grande benefício ao evitar pelo menos o HIV. Além disso, usar PrEP significa estar em acompanhamento médico regular (ver abaixo).

 

Quem pode usar?

 

PrEP não é para todos. Os médicos prescrevem PrEP para pessoas que tenham uma maior chance de entrar em contato com o HIV. 

Não usar preservativo, ainda que ocasionalmente, representa um risco diferente para pessoas diferentes. Para algumas populações que têm sido historicamente vulnerabilizadas à infecção pelo HIV, o risco de uma única relação sem preservativo é maior.

Portanto, no SUS, por questões de priorização, a PrEP poderá ser disponibilizada para pessoas HIV-negativas das seguintes populações (veja protocolo nacional, p. 17):

Homens gays, bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens;

Pessoas trans (mulheres transexuais, travestis, homens trans e pessoas não-binárias);

Profissionais do sexo ou pessoas que eventualmente recebam dinheiro ou benefícios em troca de serviços sexuais;

Pessoas que estejam se relacionando com uma pessoa vivendo com HIV (casais sorodiferentes).

No entanto, não basta pertencer a uma dessas populações.

Será avaliado também se há sinais de que a pessoa tenha de fato vivido situações de risco recentemente, como status de relacionamento, se fez sexo sem camisinha, ou teve infecções sexualmente transmissíveis (IST).

No caso dos casais sorodiferentes, também conta se o parceiro vivendo com HIV está em tratamento regular e com boa adesão ao medicamento. Se sim, e se ele estiver com carga viral indetectável há pelo menos seis meses, ele já não transmite o vírus (veja nota). Portanto, no caso de casais sorodiferentes que queiram fazer sexo sem camisinha, o parceiro HIV-negativo tem autonomia para decidir se tomará a PrEP ou se usará como método de prevenção a indetectabilidade do parceiro.

 

Já foi testada?

 

Sim, diversos estudos desde 2010 mostraram que a PrEP reduz o risco de contrair o HIV. PrEP foi testada em vários estudos com homens cisgêneros* héteros, bis e gays, mulheres cisgêneras* héteros, e mulheres trans e travestis. 

Todas as pessoas nestes estudos: (1) fizeram teste de HIV no início da pesquisa para ter certeza de que não estavam infectados pelo HIV; (2) concordaram em tomar um comprimido de PrEP diariamente; (3) receberam orientações sobre sexo seguro; (4) foram testados regularmente para infecções sexualmente transmissíveis (IST) e (5) receberam preservativos regularmente.

A redução do risco usando a PrEP depende diretamente da adesão ao medicamento, ou seja, se o remédio é tomado corretamente. No primeiro estudo, o iPrEx, os homens gays e bissexuais e mulheres trans e travestis que receberam PrEP tiveram, em média, 44% menos chances de adquirir a infecção pelo HIV. Entre os que fizeram exames que comprovaram que as pessoas estavam tomando o medicamento, a redução do risco foi de 95%.

No estudo Partners PrEP, com casais heterossexuais em que um parceiro tinha infecção pelo HIV e o outro não (casais sorodiferentes), aqueles que receberam PrEP tiveram 75% menos chance de serem infectados. No estudo PROUD, com homens cisgêneros* gays e bissexuais, a redução do risco de aquisição foi de 86%.

 

*Cisgênero é quando a pessoa se identifica com o gênero que lhe foi atribuído quando nasceu. Transgênero ou trans é quando a pessoa não se identifica com o gênero que lhe foi atribuído quando nasceu.

 

Quando ela começa a fazer efeito?

 

Se você faz sexo anal passivo (é penetrado), a PrEP leva 07 (sete) dias para lhe proteger do HIV. Por isso, aguarde esse tempo para alcançar a proteção ideal do medicamento nessa região do corpo.

No tecido vaginal o medicamento demora mais para alcançar a concentração ideal de proteção. Por isso, se estiver começando a tomar PrEP hoje, espere 21 dias para contar com a PrEP para relações vaginais.

Não há dados sobre quanto tempo o medicamento leva para proteger a mucosa do pênis.

 

Como é o acompanhamento?

 

Se você achar que tem um alto risco para adquirir o HIV, converse com um profissional de saúde sobre PrEP. Se você e o profissional concordarem que a PrEP pode lhe ajudar a se prevenir, será necessário fazer o teste de HIV, exames de infecções sexualmente transmissíveis (IST) e checar se seus rins e fígado estão funcionando bem, por meio de exames laboratoriais. Se estes exames estiverem em boas condições, você poderá usar PrEP.

Usar PrEP vai demandar que você faça visitas regulares ao serviço de saúde, realize exames de acompanhamento para ver os efeitos da PrEP no seu organismo e busque sua medicação a cada três meses. Você deve tomar o medicamento todos os dias como prescrito e os profissionais de saúde irão orientá-lo sobre a melhor maneira de lembrar de tomá-lo regularmente. Informe-os se você tiver problemas para lembrar de tomar o medicamento ou se você quiser parar de usar PrEP.

 

Posso parar de usar preservativo?

 

Se for tomada diariamente, a PrEP é muito segura para proteger da infecção pelo HIV. Mas ela não protege de gravidez e de outras infecções sexualmente transmissíveis, tais como sífilis, clamídia, gonorreia, hepatites e infecção por HPV. Você poderá ter uma maior proteção contra o HIV e outras infecções sexuais se tomar PrEP diariamente e usar preservativos durante as relações sexuais.

Se você não utilizar camisinha em alguma das suas relações é importante que observe o surgimento de qualquer sintoma ou sinal que indique uma possível infecção sexualmente transmissível, como um corrimento, verrugas, feridas ou ardência no pênis, vagina, ânus ou na boca. Se notar algo diferente, é melhor ir ao médico o mais rápido possível para evitar que uma possível doença se agrave e que você transmita a doença para alguma parceria sexual. É importante também utilizar um método anticoncepcional.

 

Tem que tomar para sempre?

 

Não. Há vários motivos para parar de tomar a PrEP. O principal é se o risco de se infectar pelo HIV diminuir por causa das mudanças que ocorrem em sua vida e você achar que não tem mais sentido tomar PrEP, como mudanças na vida sexual ou no status de relacionamento.

Além disso, você pode não querer mais tomar um comprimido todos os dias e avaliar que há outros métodos de prevenção que funcionem melhor para a sua realidade. É possível que você venha a apresentar efeitos colaterais da medicação que atrapalhem seu dia-a-dia e/ou que persistam após os meses iniciais de uso.

Independentemente do motivo para deixar de tomar a PrEP, é importante que você converse com o profissional de saúde que te acompanha antes de tomar essa decisão.

 

É uma vacina?

 

Não, quando você toma uma vacina o seu organismo é estimulado a desenvolver uma proteção que evita adquirir a doença. Quando você toma uma vacina, ela pode te proteger por muito tempo ou mesmo a vida inteira.

A PrEP funciona de forma diferente. A proteção é fornecida pelo medicamento que você toma diariamente. É ele que bloqueia caminhos que o vírus percorre para infectar uma pessoa. Assim, se você deixa de tomar o medicamento todos os dias, ele deixa de funcionar e te proteger contra o HIV.

 

É segura? Tem efeito colateral?

 

A frequência de efeitos colaterais da PrEP é baixa.

A maior parte deles ocorre na fase inicial de uso e tendem a desaparecer nos primeiros meses. Os efeitos colaterais mais frequentes nos estudos de PrEP foram dor de cabeça, dor de estômago, perda de apetite, náuseas, flatulência, vômitos, tonturas, fadiga, dor nas costas e aumento leve de transaminases (enzimas presentes no fígado). Não foram observados outros efeitos adversos graves. Se você iniciar PrEP, deve informar seu médico se sentir esses ou outros sintomas de forma grave ou não se eles não passarem.

Há também efeitos colaterais de longo prazo. Houve casos raros em que a PrEP causou danos aos rins. Nessas situações, o uso do medicamento foi suspenso para que  os rins voltassem afuncionar  normalmente. Por isso, para prevenir efeitos renais mais graves, os usuários de PrEP devem realizar exames de urina periodicamente.

Há dados que mostram que uma das drogas usadas na PrEP, o tenofovir, pode enfraquecer os ossos nas pessoas que o utilizam para tratamento do HIV. No entanto, nenhum estudo demonstrou que as pessoas que o usam para PrEP tenham problemas com fraturas patológicas (quando o osso quebra em situações em que não deveria quebrar). Portanto, não são necessários exames de ossos.

 

Onde posso saber mais?
 

Disque DST-Aids: 0800-16 25 50

Conversaria Sem Tabu

Facebook (responde Inbox)

WhatsApp: (11) 99130-3310

 

Onde conseguir PrEP no estado de São Paulo?

 

SÃO PAULO (capital)

Zona Sul/Santo Amaro

Centro de Testagem e Aconselhamento de Santo Amaro

Av Mário Lopes Leão, 240 – Santo Amaro

Próximo à estação de Metrô Adolfo Pinheiro (linha Lilás)

Tel: (11) 5686-5342 E-mail: ctasantoamaro@prefeitura.sp.gov.br

 

Zona Sul/Vila Mariana

Centro de Referência e Treinamento DST/Aids

Rua Santa Cruz, 81 – Vila Mariana

Próximo à estação de Metrô Santa Cruz

Tel: 0800 16 25 50

 

Zona Sul/Vila Mariana

Vila Mariana– Ambulatório de AIDS da EPM/UNIFESP

Rua Loefgreen, 1588 – Vila Clementino

Próximo ao Metrô Santa Cruz (linha Azul)

Tel: (11) 5573-5081 / 99173-1993 E-mail: epmaids@terra.com.br

 

Zona Sul/Jabaquara

SAE Dr Alexandre Kalil Yazbeck (SAE Ceci)

Avenida Ceci, 2235 – Planalto Paulista

Travessa da Av. Jabaquara

Tel: (11) 2276-9719 / 2275-6487 E-mail: dstaidsceci@gmail.com

 

Zona Norte/Pirituba – Centro de Testagem e Aconselhamento em DST/Aids de Pirituba

Av. Dr. Felipe Pinel, 12 – Pirituba

Próximo ao terminal de ônibus de Pirituba

Tel: (11) 3974-8569 Facebook: https://facebook.com/CTA-Pirituba-184205331914443/ E-mail: ctapirituba@saude.prefeitura.sp.gov.br

 

Zona Oeste/Butantã – SAE Butantã

Av. Corifeu de Azevedo Marques, 3596 – Butantã

Próximo ao portão 3 da Universidade de São Paulo e ao supermercado Roldão

Tel: (11) 3765-1692 / 3768-1523 E-mail: saebutanta@gmail.com

 

Zona Oeste/Pinheiros – SEAP. Serviço de Extensão ao Atendimento de Pacientes HIV/Aids  da FMUSP

Rua Ferreira de Araújo, 789

Próximo ao Metrô Faria Lima (linha Amarela)

Tel: (11) 2661-3347 / 3034-1444

 

Zona Leste/Penha – SAE Fidélis Ribeiro

Rua Peixoto, 100 – Vila Fidélis Ribeiro

Próximo a Av. São Miguel, 2600

Tel: (11) 2621-0217 / 2621-4753 E-mail: saedstaidsfri@saude.prefeitura.sp.gov.br

 

CAMPINAS

Centro de Referência em IST/Aids de Campinas (SMS/PMC)

Rua Regente Feijó, 637 – Centro

Entre Av Moraes Sale e Av Aquidaba

Tel: (19) 3231-2445 / 3234-5000 / 3226-3711 E-mail: dst.aids@campinas.sp.gov.br

 

PIRACICABA

Centro de Doenças Infecto Contagiosas – CEDIC

Rua do Trabalho, 634 – Vila Independência

Tel: (19) 3437-7999 / 3437-7800 / 3437-7825 E-mail: cedic@piracicaba.sp.gov.br

 

RIBEIRÃO PRETO

Centro de Referência em Especialidades Central

Rua Prudente de Morais, 35 – Centro

Próximo ao Centro Popular de Compras

Tel: (16) 3632-2664 / 3632-2857 E-mail: crecentral@saude.pmrp.com.br

 

SANTOS

Serviço de Atenção Especializada-Adultos

Rua Silva Jardim, 94 – Vila Matias

Próximo a Faculdade Unisantos

Tel: (13) 3227-8794 / 3229-8799 / 99714-0705 E-mail: monicalobarinhas@santos.sp.gov.br ou aids-secraids@santos.sp.gov.br

 

SÃO BERNARDO

Policlinica Centro

Avenida Armando Italo Setti, 402 – Baeta Neves

Próximo ao Parque de Skate

Tel: (11) 2630-6385 / 2630-6352 E-mail: aids@saobernardo.sp.gov.br

 

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Ambulatório de Doenças Crônicas Transmissíveis

Rua do Rosário, 1903 – Vila Curti

Tel: (17) 3211-1410 / 3235-6667 E-mail: sms.sae@riopreto.sp.gov.br

 

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