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Egressa do MPSC-IS reúne participantes e gestão para apresentação de resultados da sua pesquisa sobre acesso de quilombolas à RAPS de Ubatuba

16 de abril de 2026

 

Etapa fundamental do processo formativo do programa de mestrado, a devolutiva dos resultados da pesquisa “Lá é lugar de preto!”: racismo, invisibilidade e isolamento como agentes de iniquidade no acesso da população quilombola à saúde mental, o caso de Ubatuba (SP)” foi formalmente realizada no último dia 26 de março. Defendida em setembro de 2025 pela egressa Alessandra Regina de Souza Santos, sob orientação da professora Cláudia Malinverni, a dissertação discute as iniquidades no acesso de quilombolas à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), produzidas na intersecção dos marcadores de raça/cor, gênero, classe e território, que desumanizam, invisibilizam e mantêm isoladas essas comunidades.

A atividade, espaço de otimização das potencialidades desenvolvidas na pós-graduação com foco na qualificação da atenção ofertada pelo SUS, contou com a presença de participantes da pesquisa (remanescentes dos quilombos da Fazenda e do Camburi e profissionais de saúde), da secretária de Saúde, Simone Brito dos Santos Marcondes, e de profissionais de saúde mental e do Núcleo de Educação Permanente em Saúde.

 

O foco da devolutiva, realizada no CAPS AD, foi a difusão do produto técnico tecnológico (PTT) desenvolvido durante a pesquisa: um curso de capacitação das equipes dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e E-Mult do município. Essa formação, cuja ementa é baseada nas melhores evidências da educação continuada antirracista e, principalmente, nos resultados da pesquisa, será conduzida pelo NEPS, onde a egressa atua como enfermeira. Para Alessandra, o processo de devolutiva indica a valorização da gestão de Ubatuba na formação de recursos humanos para o SUS e reafirma seu compromisso com a pesquisa científica comprometida com as realidades vividas e com a transformação das práticas em saúde: “Ao dar visibilidade a uma população historicamente invisibilizada, o município realiza, sobretudo, um ato de reparação.” 

 

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Texto: Comissão de Pós-Graduação

 

Núcleo de Comunicação Técnico-Científica

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