Vetores e Doenças
Vetores e Doenças - Linhas de Pesquisa
Proposta de organização das Áreas/ Linhas de Pesquisa na SUCEN
O presente documento se propõe a iniciar uma discussão mais ampla do assunto, a partir da apresentação de linhas de pesquisas em subáreas de concentração que visam atender a missão institucional, nas várias áreas do conhecimento constituídas na SUCEN.
Algumas das linhas formuladas exigem a integração com outras instituições com responsabilidade no desenvolvimento de ações no âmbito da saúde pública.
A definição das linhas de pesquisa é um fator que, afora o favorecimento da integração definitiva da instituição no sistema de Ciência e Tecnologia Paulista, deve orientar a aplicação dos recursos institucionais em pesquisa, facilitar a captação eficiente de recursos materiais e financeiros junto às agências de fomento científico e tecnológico e, principalmente, subsidiar a indução de pesquisa no âmbito da SUCEN.
Foram identificadas 2 Áreas: - Pesquisa e Desenvolvimento Científico, entendido como aquela que tem como foco a obtenção de conhecimento para o adequado controle de vetores e hospedeiros intermediários das doenças prevalentes no estado de São Paulo; e – Desenvolvimento Tecnológico cujos estudos estão voltados à geração de novas tecnologias. Para cada área foram definidas sub-áreas e respectivas linhas de pesquisa.
Para a estruturação das linhas de pesquisa foram considerados: - o edital do CNPq voltado à indução de projetos em doenças negligenciadas; diretório dos grupos de pesquisa cadastrados no CNPq, e – as necessidades de estudos identificados pelo Grupo de Trabalho que, em 2004, formulou o documento sobre Prioridades de Pesquisa em Entomologia.
• Área I: Pesquisa e Desenvolvimento Científico
° Sub-área 1 – Biologia e ecologia de vetores e hospedeiros intermediários
1) Estudos da diversidade de agentes etiológicos, hospedeiros intermediários e vetores relacionados à transmissão de doenças, a distribuição geográfica ou ao impacto ambiental;
2) Genética molecular e evolutiva de vetores, hospedeiros intermediários e agentes de doenças.
3) Estudos taxonômicos e filogenéticos de espécies de vetores e hospedeiros intermediários pertencentes a complexos de espécies e espécies crípticas;
4) Desenvolvimento de marcadores moleculares em parasitas e vetores/ hospedeiros intermediários para o estudo da expansão de doenças.
5) Estudos de mecanismos comportamentais, fisiológicos, genéticos e bioquímicos da resistência a inseticidas;
6) Ecologia dos ciclos de transmissão e avaliação de riscos e impacto das alterações ambientais sobre a distribuição de doenças
7) Estudos ecológicos, comportamentais, capacidade vetorial, etc.
8) Estudos fisiológicos, genéticos, bioquímicos, etc.
° Sub-área 2 – Parasitologia
1) Estudos da relação agente-vetor e parasita-hospedeiro;
2) Avaliações da competência vetorial;
3) Estudos de técnicas de diagnóstico de doenças.
4) Detecção de agentes causadores de doenças;
5) Estudos de reservatórios;
6) Detecção de agentes etiológicos em vetores e hospedeiros intermediários.
° Sub-área 3 – Epidemiologia
1) Avaliação de fatores de risco e outros associados na transmissão de doenças;
2) Estudo de modelos preditivos de risco de ocorrência de doenças;
3) Estudos imunoepidemiológicos e soroepidemiológicos;
4) Estudos de bio-informática ou biologia computacional para a exploração de genomas de agentes infecciosos e vetores/ hospedeiros de doenças;
5) Estudos em geoprocessamento: epidemiologia paisagística, georeferenciamento e análise espacial de informações em saúde e meio ambiente;
6) Epidemiologia molecular;
7) Impacto econômico das doenças;
8) Epidemiologia descritiva
° Sub-área 4 – Educação em Saúde
1) Estudos sobre práticas pedagógicas em saúde;
2) Estudos sobre comunicação em saúde;
3) Estudos sobre mobilização social;
4) Estudos de estratégias para educação do profissional de saúde;
5) Desenvolvimento e validação de metodologias utilizadas no processo educativo.
• Área II: Desenvolvimento Tecnológico
° Sub-área 1 – Desenvolvimento, avaliação e aplicação de métodos de controle
1) Avaliação de desempenho e/ ou custo-efetividade de diferentes formas de implementação e operacionalização das estratégias de controle;
2) Avaliação de serviço e desenvolvimento de programas;
3) Implantação de novos métodos e tecnologias;
4) Avaliação de eficácia de inseticida e dos métodos de aplicação.
° Sub-área 2 – Vigilância em Saúde Pública
1) Construção e avaliação de indicadores de infestação vetorial em áreas de risco de ocorrência de doenças;
2) Avaliação de sistemas de informação e criação de bancos de dados;
3) Monitoramento da suscetibilidade a inseticidas (dosagem, concentração bioquímico etc).