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Saúde distribui mais 500 mil doses de Tamiflu para capital

Governo do Estado já distribuiu cerca de 300 mil doses do antiviral para São Paulo; medicamentos serão entregues ao município até amanhã

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo vai distribuir cerca de meio milhão de doses do antiviral Oseltamivir (popularmente conhecido como Tamiflu®) para os munícipes paulistanos. A distribuição do medicamento ocorre em versões adulta e infantil e deve ser feita até esta quarta-feira, 29 de maio. O abastecimento do medicamento é destinado aos pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e poderá ser prescrito pelo médico responsável pelo atendimento nas unidades de saúde de cada município. Cerca de 300 mil doses já foram entregues ao município nas últimas semanas.

Até o dia 22 de maio foram registrados 29 óbitos pela doença na capital, o que representa 35% do total de 83 óbitos confirmados no estado de São Paulo. Neste mesmo período foram confirmados 511 casos de SRAG para influenza A H1N1, sendo que 273 deles, ou 53,5%, na capital.

De acordo com a Divisão de Doenças Respiratórias da Pasta, a recomendação à população é que procure o serviço de saúde mais próximo sempre que a síndrome viral caracterizar-se por um quadro de febre, tosse, dor de garganta e pelo menos um dos seguintes sintomas: dores nas articulações, dores musculares ou dor de cabeça.

"É importante destacar que o tratamento precoce com o fosfato de oseltamivir previne o agravamento dos casos e óbitos. A distribuição do medicamento foi ampliada para todo o Estado e, principalmente, para a capital que é onde temos o maior número de casos da Influenza A [H1N1", destaca o secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri.

Para que o Oseltamivir tenha o efeito desejado, a recomendação é de que seja prescrito em até 48 horas após o início dos sintomas da gripe aguda. A droga diminui a carga viral no paciente, diminui a duração dos sintomas, melhora o prognóstico da doença e impacta diretamente na diminuição no número de casos de óbitos, principalmente, em pacientes portadores de comorbidades.

"Desde 2000, montamos um grupo de vigilância sentinela para a influenza e monitoramos as rotas e evolução do vírus, o que nos permite conhecer melhor a demanda de cada região", explica. Telma Carvalhanas, diretora da Divisão de Doenças Respiratórias.

Com as quedas na temperatura registradas tradicionalmente nos meses de maio, junho, julho e agosto, e a consequente aglomeração de pessoas dentro de espaços fechados, o contágio dos vírus tendem a se propagar ainda mais rapidamente. "As boas práticas de higiene são essenciais para prevenir contra a doença", afirma Telma.

Entre as recomendações, estão: lavar a mão várias vezes ao dia, cobrir a boca com um lenço ou a mão quando for tossir, buscar sempre ambientes arejados, evitar ir trabalhar quando estiver com sintomas da gripe para não transmitir a doença, e procurar orientação médica imediatamente. Boa alimentação e hidratação diária também são indispensáveis. É importante que o paciente procure orientação médica na unidade de saúde mais próxima de sua casa.

Orientações

Com base no protocolo de tratamento de influenza, a Secretaria orienta que os profissionais de saúde tomem os seguintes cuidados:
• Em caso compatível com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é recomendado iniciar o tratamento com o fosfato de oseltamivir após a suspeita clínica, independente da coleta de material para exame laboratorial e da situação vacinal. O antiviral apresenta benefícios mesmo se iniciado após 48 horas do início dos sintomas;
• Em caso de Síndrome Gripal com condições e fatores de risco para complicações, está indicado o uso de fosfato de oseltamivir de forma empírica, independente da situação vacinal. O antiviral apresenta benefícios mesmo se iniciado após 48 horas do início dos sintomas;
• Em caso de Síndrome Gripal sem condições e fatores de risco para complicações, a prescrição do fosfato de oseltamivir poderá ocorrer, excepcionalmente, de acordo com o julgamento clínico, se o tratamento puder ser iniciado nas primeiras 48 horas do inicio dos sintomas da doença.

 

Publicado por Assessoria de Imprensa em