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Mães com coronavírus não devem interromper a amamentação, diz pesquisadora do Instituto de Saúde

20 de março de 2020

 

"É muito importante que os profissionais de saúde continuem orientando as lactantes a continuar amamentando seus bebês, mesmo as que adquirirem a infecção pelo novo coronavírus". Essa é a orientação da pediatra Sonia Venancio, assistente de direção do Instituto de Saúde, que participou da redação da nota técnica publicada pelo Ministério da Saúde sobre amamentação por mães portadoras da doença provocada pelo novo coronavírus, a COVID19.
 

 

Crédito: Fernanda Sá /capa do livro "Promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno: evidências científicas e experiências de implementação"


Até o momento não foram encontradas evidências de que o aleitamento provoque a transmissão do vírus pelo leite, por isso a recomendação contida no documento do Ministério da Saúde e de outros organismos estrangeiros, como OMS, CDC e Unicef, é não interromper a amamentação, porque as evidências existentes são de que ela protege as crianças contra infecções, e não o contrário. Ou seja, deixar de amamentar não oferece qualquer benefício à criança, segundo os estudos atualmente existentes. Porém é imprescindível manter as medidas de higiene, como uso de máscara e lavagem criteriosa das mãos pelas mães.


 
A nota técnica foi elaborada pelo Ministério da Saúde para orientar o Centro de Operações de Emergência para o Coronavírus sobre as medidas a serem adotadas pela rede SUS quanto ao aleitamento materno. Além do Instituto de Saúde, participaram da redação da nota a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, a Sociedade Brasileira de Pediatria, Instituto de Medicina Integrada Professor Fernando Figueira, Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras e Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar.

 

Núcleo de Comunicação Técnico-Científica

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